sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Volkswagen traz novos fornecedores para o Brasil



Dentro da estratégia de ser líder de mercado em 2018, a Volkswagen do Brasil traz para o país novos fornecedores.
A estratégia, segundo o vice-presidente de compras para a América do Sul, Alexander Seitz, é nacionalizar componentes para reduzir custos de produção dos carros da marca.

Com isso, a Vitro, empresa mexicana que faz vidros automotivos, e a Peguform, de capital indiano, que produz parachoques, já anunciaram fábricas no Brasil para atender a demanda da Volks.
"Hoje a concorrência com os importados está muito acirrada e não podemos fechar os olhos para essa situação. Esses fornecedores que se instalaram no Brasil já vieram com a mentalidade de automatizar suas fábricas e é isso que vai reduzir os custos de produção, pois, com escala e automação fica mais barato produzir aqui. E com o câmbio favorável à compra de máquinas e equipamentos as empresas estrangeiras veem no Brasil um país para se investir", disse Seitz.
A Vitro se instalou em Diadema, no ABC Paulista, e a Peguform em Atibaia. "Mas, essas empresas tem todo um mercado para se desenvolver. Não serão fornecedoras exclusivas da Volks. Elas vieram por nossa causa, mas não se sustentarão somente em função das demandas da VW", afirmou o executivo ressaltando que a Magna também começará a produzir peças que antes não eram fabricadas no Brasil.
A empresa anunciou unidades em São Bernardo do Campo para produção de assentos e uma em Jundiaí para fabricação de chassis.
No ano passado, a Volks havia anunciado que traria fornecedores de fora por falta de qualidade das peças que eram utilizadas em seus modelos. Segundo a montadora, havia muito retrabalho e isso aumentava o custo de produção. O que se confirmou com a chegada de mais parceiros da montadora no Brasil.
"Precisamos investir em tecnologia e automação. É o único jeito de competirmos com países como a China e o México, que hoje são mais automatizados que nós. E os fornecedores menores sofrem mais com isso. Por isso, o governo precisa estruturar mais medidas para financiar esses fornecedores para que eles também consigam chegar ao nível de automação competitivo", acrescentou o executivo.
Segundo Seitz, a Volks também tem um sistema de financiamento para projetos de fornecedores para a redução dos custos de produção. Hoje, a montadora tem financiados R$ 150 milhões a 100 empresas cujos projetos visão melhoria da produtividade.
"São juros bem competitivos. Nós damos as garantias para o banco e isso ajuda muito aquelas empresas menores. Mas, não somos Madre Teresa de Calcutá."
A Continental também deverá começar a produzir no Brasil freios ABS para atender à alta da demanda com a entrada em vigor da legislação que fala da obrigatoriedade de instalação desse componente em todos os carros produzidos no país a partir de 2014. Segundo Seitz, hoje a Volks tem um fornecedor de ABS no Brasil e para garantia de volume deverá ter mais uma empresa parceira nessa peça.
"Temos a Bosch que nos fornece ABS no Brasil e a Continental e a TRW que são nossos fornecedores no mundo. Já estamos negociando com todas essas empresas para que possam produzir no país para atender essa demanda. Além do ABS, a legislação também indica a obrigatoriedade da instalação de airbags em todos os carros. São empresas que também deverão se instalar no Brasil", afirmou o executivo.
Orçamento
No ano passado, a Volks produziu no Brasil e na Argentina cerca de 900 mil carros, sendo que a grande parte saiu das fábricas do país.
Para esse volume, a montadora apresentou um orçamento de R$ 15,5 bilhões em compras, sendo que a maior parte foi gasto com os insumos metálicos, 34%.
Para 2011, segundo Seitz, o volume de compras vai crescer cerca de 5% chegando a cerca de R$ 16 bilhões. "Vamos acompanhar o ritmo do mercado".

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