segunda-feira, 2 de abril de 2012

Chery e JAC sofrem o impacto (psicológico) do aumento do IPI

Apesar de manter preços antigos, montadoras sofrem queda nas vendas – e o motivo estaria na cabeça dos consumidores

São Paulo – As montadoras chinesas Chery e JAC vivem uma situação peculiar. Ambas estiveram entre os principais alvos do aumento do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para veículos importados. Ambas mantiveram seus preços antigos, mesmo com a medida em vigor há três meses. E ambas veem suas vendas caírem desde setembro, quando a decisão foi anunciada.

Ao elevar o IPI, a intenção do governo, pressionado pelas montadoras já instaladas no Brasil, era conter a importação, sobretudo porque as chinesas estão desembarcando com modelos mais populares, capazes de competir com alguns dos modelos mais vendidos no país, principalmente a Chery e a JAC.

“São as duas que competem diretamente no segmento mais disputado desse mercado, o popular. Além disso, elas oferecem carros completos com preços mais atrativos”, afirmou Roberto Prado, especialista do setor automotivo.

Tabela mantida

As duas montadoras sabem, porém, que elevar os preços seria um tiro no próprio pé, no momento em que tentam conquistar mercado. “Se aumentarmos os preços, deixamos de ser competitivos no mercado brasileiro”, afirmou Luis Curi, diretor comercial da Chery no Brasil.

Um levantamento de EXAME.com com base na tabela de preços de importados da revista Quatro Rodas mostra que, de fato, os preços dos modelos de Chery e JAC permanecem praticamente estáveis desde setembro, quando a alta do IPI foi anunciada pelo governo.

Entre os seis modelos da Chery vendidos por aqui, o QQ 1.1, de 16 válvulas, subiu de 23.990 reais, em setembro, para 24.990 reais em abril. Outro modelo, o Face 1.3, de 16 válvulas, chegou inclusive a ficar mais barato: de 32.990 para 29.990 reais.

 

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