quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Grandes eventos: o Brasil está preparado para recebê-los?

Há menos de três anos para o início da tão esperada Copa do Mundo, e somando ainda as expectativas para Olimpíadas, Copa América e Copa das Confederações, essa que acontece um ano antes do torneio mundial, a grande pergunta que sempre fica no ar é: O Brasil está preparado para receber os grandes eventos?

 
E, a resposta é categórica: Ainda não. Temos um longo caminho a percorrer para satisfazermos os exigentes turistas que por aqui desembarcarão. Porém a notícia não é tão ruim assim, já que o brasileiro, por natureza, é um povo hospitaleiro. O que por si só já é uma vantagem para o desenvolvimento da melhora na prestação de serviço.
 
Grande parte dos brasileiros que serão responsáveis pela experiência dos turistas estrangeiros é profissional da área de hospitalidade. Até pouco tempo, o mercado de hospitalidade no Brasil era restrito a profissionais que se formavam nas poucas faculdades de hotelaria existentes e aos que faziam escola em cadeias hoteleiras internacionais presentes no País. Esta realidade mudou drasticamente nos últimos anos. As faculdades de hotelaria se multiplicaram e aprimoraram a grade educacional, novos cursos técnicos profissionalizantes nasceram e o setor nacional se fortaleceu.
 
Para complementar a boa formação destes profissionais brasileiros e assegurar uma boa prestação de serviço, as empresas estão cada vez mais investindo em capacitação, treinamento e monitoramento. E, uma das ferramentas utilizadas para este monitoramento que vem se destacando cada vez mais é o cliente oculto. Através do qual os profissionais são colocados à prova a qualquer momento, sendo eventuais falhas aprimoradas e boas práticas premiadas. 
 
Com a chegada dos grandes eventos nos próximos anos, o Brasil receberá turistas exigentes e acostumados a receberem serviços e atendimento de alto nível. Com isso, testará não apenas a tão falada infraestrutura, mas também a capacidade de prestar um serviço profissional e de qualidade.
 
Com o devido investimento em qualidade de serviço e o crescimento desse mercado, o Brasil pode sim estar preparado para os grandes eventos que virão nos próximos anos e tornar-se, finalmente, um pólo turístico mundial de alto nível. 
 
Por José Worcman, sócio-diretor da OnYou

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