terça-feira, 27 de novembro de 2012

Carismático, J2 é porta de entrada da JAC


Com dimensões compactas, modelo custa R$ 30.990 e faz de 0 a 100 km/h em 9,8 segundos

 
JAC J2
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  • JAC J2 JAC J2 JAC J2 JAC J2 JAC J2 JAC J2 JAC J2 Desenho da planta da JAC na Bahia Obras já iniciaram Pedra Fundamental da planta de fabricação
     
 

Até o momento, o J3 era o modelo de entrada da JAC Motors, pelo preço de R$ 36.990. Esta configuração muda a partir deste mês com a chegada do J2, oferecido por R$ 30.990. O carro tem dimensões compactas - 3,5 m de comprimento, 1,6 m de largura, 1,5 m de altura e 2,4 m de entre-eixos -, o que faz das suas proporções próximas às de um microcarro. 
 
A lista de equipamentos de série é farta: direção elétrica, ar-condicionado, vidro elétrico nas quatro portas, freios ABS, airbag duplo frontal, rádio com conectividade USB, ajuste elétrico dos espelhos, entre outros. Além do pacote de itens de fábrica, a marca apostou no motor 1.4 do J3 para equipar o J2, mas sua cilindrada real é de 1.332 cc, o que o configura como 1.3 na realidade.O propulsor a gasolina, emprestado do modelo maior, gera 108 cv de potência, o que faz com que o pequeno carro acelere de 0 a 100 km/h em 9,8 segundos e atinja máxima de 187 km/h, o que é possível graças ao câmbio manual de cinco velocidades, com as duas primeiras marchas curtas e as demais alongadas.
 
Segundo a JAC, cerca de 230 modificações foram realizadas no carro chinês para rodar no mercado brasileiro, como por exemplo, o  painel modificado, assim como a calibragem da direção elétrica e o isolamento acústico. A frente do J2 também é exclusiva do Brasil, uma vez que o motor 1.4 exigiu uma maior área de captação de de ar para a refrigeração.

Motor grande, carro pequeno: combinação divertida

Com uma frente que parece estar sorrindo, o pequeno J2 cativa pelo desenho. Mesmo as grandes lanternas traseiras caíram bem ao carro. O modelo teria tudo para se dar bem em ambiente urbano: a direção é leve e a pequena distância entre-eixos facilita manobras. Olhando-o por fora, não se tem a impressão de que o J2 faça mais que isso. Virando a chave, no entanto, o jogo muda.

O modelo é arisco nas acelerações, o que é auxiliado pelo torque de 14,1 kgfm e pelo peso de 915 kg. O bloco 1.4 ronca forte quando o acelerador é exigido e, com pouca massa para levar, o J2 muda de direção rapidamente. É uma receita simples de diversão, algo próximo ao que o Ford Ka Sport 1.6 faz. A 120 km/h, o JAC marca pouco mais de 3.000 rpm, o que demostra que o carro tem fôlego para mais. O sistema de suspensão, também recalibrado para o Brasil, conta com braçoes independentes na traseira e conjuntos tipo McPherson na dianteira, o que faz com que o modelo faça curvas sem rolar muito. O J2 sofre apenas em superfícies irregulares, onde a pequena distância entre-eixos faz com o carro pule muito. O volante, por sua vez, sente falta de um aro com pegada mais firme.

O interior oferece espaço para os ocupantes à frente, mas é justo para dois adultos atrás, apesar de ser homologado para levar três passageiros no banco traseiro. O acabamento interno é bom, com bancos confortáveis. Na cabine, alguns detalhes poderiam ser repensados: a trava das portas não tem acionamento central, a falta de tampa no porta-luvas, as saídas de ar laterais provocam ruído e não fecham bem o fluxo de ar. Além disso, o limpador do para-brisas é de braço único, além de não haver a peça no vidro traseiro nem como opcional. O porta-malas leva apenas 121 litros e ainda tem o acesso dificultado pelo formato das lanternas. O que sobra ao J2 é um público que procura visual diferenciado e um pouco de diversão ao volante sem grandes compromissos com o valor do carro.
 
Fábrica no Brasil - o lançamento do J2 foi um dos eventos que marcou a inauguração da pedra fundamental da fábrica da JAC Motors em Camaçari (BA). Além disso, a marca enterrou uma unidade do J3 no terreno da planta com mensagens escritas pelo público da edição 2012 do Salão do Automóvel de São Paulo. O carro só sairá de lá em 2032. "Dúvido que que ele precise mais que uma carga na bateria e gasolina para ligar" disse animado Sergio Habib, presidente da JAC Motors Brasil. Ele só se esqueceu que foi nescessário retirar o motor do carro e todos os fluidos para que não fosse causado um dano ambiental. O J3, que virou uma cápsula do tempo, vai precisar de um pouco mais que isso para, literalmente, sair do buraco.
 
O anúncio de uma unidade produtiva no Brasil não é novo. Foi feito em 2011, mas só agora, com a definição do novo regime automotivo brasileiro, que a marca confirmou o investimento de US$ 600 milhões na planta baiana que será inaugurada em 2014. Além de empregar 3.500 funcionários diretos, a fábrica terá capacidade de produzir 100 mil unidades por ano e contará com centros de pesquisa e desenvolvimento, controle de emissões e design. An Jin, presidente da matriz chinesa da JAC, que foi fundada em 1964, ficou feliz com a primeira unidade de produção fora da China e declarou: "A partir de hoje, Camaçari será a segunda casa da JAC".

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