terça-feira, 3 de julho de 2012

Chevrolet Spin vale por duas minivans

Carro produzido no Brasil chega para tirar de linha de uma só vez a Zafira e a Meriva do mercado



Spin em inglês significa girar. Nome certo para a nova minivan da Chevrolet. A marca deu uma volta de 180 graus e de uma só vez a Spin enterra as combalidas Meriva e Zafira. Ambos projetos que na Europa ganharam novas, modernas e caras gerações (elaboradas pela subsidiária Opel). Por aqui, são os brazucas que mandam.
Isso mesmo. A Spin– que a GM chama de MPV (de Multi Purpose Vehicle), é um projeto desenhado, desenvolvido e, agora, produzido no Brasil. "De para-choque a para-choque", como frisa o comunicado da empresa. O fato é que o mercado de minivans no país minguou nos últimos anos. Por isso a necessidade de enxugar a linha e tornar o processo mais "economicamente viável". A receita é simples: espaço de sobra e colcha de retalhos com os equipamentos já existentes na linha.
No caso da Spin a receita fica assim: adicione de cinco a sete assentos (dependendo da versão), separados por duas ou três fileiras de bancos, com um porta-malas que pode variar de 162 (LTZ, sete lugares) até 710 litros (LT, cinco assentos), sem rebater os bancos. A forma (ou melhor, a plataforma) veio emprestada do  irmão Cobalt. O recheio é caseiro. O volante sai do Cruze, o câmbio automático do Sonic e o painel central também do Cobalt. Adicione umas pitadas de mobilidade para dar gosto (são 23 combinações de configuração dos bancos). Muitos porta-trecos para enfeitar (32 no total).

Por fim, para causar uma boa impressão, tem que caprichar nas dimensões. Por isso, ela traz o maior entre-eixos, largura e porta-malas da categoria. No comprimento, só perde para a Grand Livina. 
O desenho do bolo é simples. Estilo meio caixote. A frente é característica da marca, com a gravatinha dourada no meio da grade dianteira e um capô com um vinco saltado. Já a traseira traz uma lanterna semelhante à usada no Agile, além de um discreto aerofólio. A área envidraçada é digna dos elevadores panorâmicos. 

O interior bicolor agrada. Já os plásticos duros se estendem por toda a cabine. O dual cockpit, que delimita a área do motorista e do carona é racional, já que o modelo será vendido também  em países que adotam a direção do lado direito.
Primeira volta /No papel a receita da Spin agrada. É hora de prová-la na prática. Chegar até a terceira fileira de assentos requer contorcionismo de malabarista. O espaço ali é para crianças. A economia deixou de fora o prático sistema da Zafira que escondia a ultima fileira no assoalho. Porém as alças estrategicamente colocadas auxiliam com eficiência o rearranjo dos bancos.
Para fazer andar (ou girar) todo este bolo, a Spin estreia o motor 1.8 Econo.Flex, que chegou por aqui como 1.4 e com o Prisma (há tempos atrás). Segundo Paulo Riedel, diretor de powertrain da Chevrolet, além do maior volume cúbico o Econo.Flex foi atualizado. Mesmo assim é uma infelicidade a marca não ter optado pelo moderno 1.8 Ecotec, que já equipa a família Cruze.
Durante o teste-drive na Rodovia Castello Branco, a bordo da versão LTZ com câmbio automático de seis velocidades, deparamos com uma unidade camuflada do JAC J2 (que deverá chegar no fim do ano). Saímos à caça. Tá certo que a Spin não foi feita para tantas emoções, mas por pouco o pequeno, com seu motor popular, não escapa. As retomadas são lentas e nem a opção de trocas manuais resolveu o problema.
Ficha técnica: Spin ltz Automático
PREÇO:  R$ 54.690 (testado)
ORIGEM:  Brasil
MOTOR:  Transversal, dianteiro, quatro cilindros em linha, 1.796 cm³, flex. Potência máxima de 106  cv (gasolina)  a 5.600 rpm e 108 cv (álcool) a  5.400 rpm. Torque máximo de 16,4 kgf.m (g) e 17,1 kgf.m ambos a  3.200 rpm.
TRANSMISSÃO: Câmbio automático de 6 velocidades. Tração dianteira.


DIMENSÕES 4,36 m de comprimento, 1,73 m de largura, 1,66 m de altura e 2,62 m  de 
entre-eixos

FREIOS: Discos ventilados na dianteira e tambor na traseira

PNEUS:  195/65 R 15
DESEMPENHO:  De 0 a 100 km/h em 12 s (gasolina) e 11,9 (álcool) 
e máxima de 170 km/h (g) e 167 km/h (g) e 168 km/h (a)
TANQUE:  53 litros

Preço competitivo e recheado de equipamentos
Serão oferecidos apenas duas versões da Spin. A LT, que virá com cinco assentos, e a topo de linha LTZ, com sete lugares. Os preços vão de R$ 44.590 a R$ 54.690.
A versão básica (LT) chega com equipamentos para conseguir assustar a concorrência.
Todos as Spin sairão de fábrica com ar-condicionado, direção hidráulica, freios com ABS, EBD, duplo airbag, vidros e travas elétricas  e rodas aro 15. Esta é a configuração R9J oferecida por R$ 44.590. Por mais R$ 1.400, o comprador leva para casa a Spin equipada com rodas de alumínio aro 15 (pneus 195/65 R15), rádio CD Player com entrada USB, bluetooth e quatro alto falantes.

Se mesmo assim, o cliente não ficar satisfeito ele poderá adquirir a versão LT equipada também com o câmbio automático de seis marchas (igual ao do Cruze) por R$ 49.690.
A

 versão topo de linha LTZ oferece além da terceira fileira de bancos, computador de bordo, sensor de estacionamento, faróis e lanternas de neblina, espelhos retrovisores com regulagem elétrica  e controles do rádio no volante. Nesta configuração (R9P) a Spin sai por R$ 50.990. Já se o comprador quiser levar para casa a versão LTZ com câmbio automático e piloto automático terá que desembolsar R$ 54.690.
De acordo com o diretor de marketing da Chevrolet, Gustavo Colosso, 50% das unidades vendidas deverá ser da versão LT e ter transmissão manual. Por mês, 3 mil Spin deverão ser vendidas.

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