segunda-feira, 11 de julho de 2011

Preço do metro quadrado em Ipanema aumentou quase R$ 5 mil em um ano


Em 13 dos 17 bairros do Rio de Janeiro pesquisados pelo Secovi-Rio (sindicato do setor imobiliário), houve valorização acima de 40% do valor médio do metro quadrado das unidades em doze meses. 


Na Vila Isabel foi registrado o maior aumento, de 67,6% entre junho deste ano e o de 2010. Mas, em valores absolutos, Ipanema continua sendo o bairro mais valorizado. O valor do metro quadrado subiu de R$ 9.227 para R$ 14,1 mil --variação de 53,8% em um ano.

Os valores das unidades também impressionam. Unidades tipo nesses prédios chegam a valer R$ 20 milhões, enquanto as coberturas da orla de Ipanema alcançam R$ 35 milhões facilmente, afirma a diretora da construtora Concal, Bianca Carvalho. 

Entre os motivos, ela menciona a estabilidade econômica do país, os eventos esportivos que a cidade abrigará, a paisagem e a geografia da região, "espremida entre o mar e a montanha".
Além disso, a legislação carioca, que proíbe a construção de prédios com mais de seis andares na orla, torna a procura muito maior do que a oferta.
 
EUROPEUS
 
Outro fator apontado por profissionais do mercado imobiliário para essa valorização é a entrada, nos últimos dois anos, de investidores estrangeiros em busca da alta rentabilidade, principalmente europeus.
"Eu tenho um cliente alemão que tem 17 apartamentos e compra um novo a cada mês", conta Deivison Maynart, da imobiliária Só Atlântica. 

Carvalho cita um investidor que, há cerca de nove meses, comprou na planta um apartamento de 200 metros quadrados e quatro quartos por R$ 4,5 milhões. "A revenda dele agora, ainda na planta, está por R$ 6,9 milhões". 

Por outro lado, há casos de imóveis tão caros que afugentam a procura e inflacionam o mercado. São de proprietários que, em meio à valorização, aumentam tanto o preço do seu imóvel que não conseguem vendê-lo, diz Maynart. 

"Tem um apartamento que está há cinco anos à venda, sempre com o preço alto. Agora está em R$ 37 milhões", afirma. 

Com as propostas milionárias, cariocas que antes viviam na região estão dando lugar a europeus e pessoas de outros Estados. "Em prédio de seis apartamentos, tem só um ou dois cariocas", diz Carvalho.

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