quinta-feira, 6 de setembro de 2012

Com CCE, Lenovo mira classe C e liderança no Brasil

Multinacional confirma compra da brasileira e manterá marca



Com metas agressivas de crescimento, englobando a busca pela liderança no mercado brasileiro de PCs, a Lenovo confirmou nesta quarta-feira (5) a aquisição da CCE, empresa nacional de eletroeletrônicas fundada em 1964. A manobra segue duas das principais metas da multinacional de origem chinesa: investir em países emergentes e no chamado PC+, que engloba as “quatro telas”: PC, smartphones, tablets e TVs.
“Estamos adquirindo uma empresa de grande força perante o consumidor brasileiro e de longa história no país”, destacou Dan Stone, presidente da Lenovo no Brasil. “A CCE tem a expertise e a capacidade de fazer com que a Lenovo chegue a seus objetivos no país mais rapidamente. O Brasil vai se tornar, com certeza, um dos maiores mercados de PC+ do mundo para a nossa empresa”, acrescentou Yang Yuanqing, chairman e ceo da Lenovo globalmente – que veio a São Paulo exclusivamente para o anúncio da aquisição.
Segundo o ceo da CCE, Roberto Sverner, a maca brasileira será mantida no mercado, não apenas absorvida pela multinacional. Ainda de acordo com o executivo, a gestão da empresa também continua nas mãos dos antigos diretores. “Sabemos que nossa experiência e capacidade são mais que suficientes para ajudar a Lenovo a crescer no Brasil. Nossa história continua com a certeza de muito mais novidades por vir”, destacou.
Dois públicos
Além de não ter planos para uma possível unificação das marcas, aposentando a CCE e mantendo a global Lenovo, a empresa já traçou como planos um posicionamento diferenciado para a nova empresa, baseado na presença atual e conceito já estabelecido pela operação. “Queremos transformar a CCE na melhor marca para os chamados ‘first time buyers’, aqueles que estão adquirindo determinados produtos pela primeira vez”, explicou Humberto De Biase, diretor de marketing da Lenovo.
Pela divisão, a CCE foca-se no chamado mercado emergente ou classe C, oferecendo opções de smartphones, tablets, PCs e TVs. Já a Lenovo, presente no Brasil há cinco anos, mas apenas no último deles voltada ao varejo – anteriormente 100% focada no mercado corporativo –, mantém um posicionamento mais premium. Da CCE, porém, ela deve herdar a pluralidade. “Com certeza essa expertise pode nos ajudar a lançar produtos além de PCs no mercado brasileiro com a marca Lenovo”, complementou De Biase.
Com a compra da CCE, a Lenovo passa a possuir cerca de 7% de market share no segmento de PCs no Brasil, o que a posiciona na terceira posição, tecnicamente empatada com Dell e HP. Para assumir a liderança planejada, a empresa provavelmente terá que dobrar o índice, ultrapassando a Samsung e chegando aos cerca de 15% em posse da líder Positivo Informática.

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