sexta-feira, 13 de julho de 2012

Kasinski aposta em bicicletas para driblar crise em motos



     Companhia inicia produção de modelos elétricos no Rio de Janeiro a partir do segundo semestre.


A Kasinski vai começar a pedalar para incrementar os negócios no Brasil. De olho em um mercado potencial de 600 mil unidades por ano, a companhia anunciou a entrada no segmento de bicicletas elétricas. A diversificação no portfólio é uma forma de amenizar as perdas vividas pelo segmento de motocicletas no país, que deve amargar retração de 15% nas vendas neste ano.
As primeiras 2 mil unidades de bicicletas elétricas foram produzidas na fábrica de Manaus (AM) no mês passado. Entretanto, no segundo semestre a produção será transferida para a unidade de Saquarema, no Rio de Janeiro. A nova fábrica carioca demandou investimento de R$ 12 milhões e será responsável pela produção dos modelos elétricos da empresa.
A unidade terá capacidade para fabricar 10 mil bicicletas elétricas por mês, mas a Kasinski ainda não decidiu qual será o índice inicial. "Vamos esperar a aceitação do mercado para definir a produção mensal", explicou o presidente da Kasinski, Cláudio Rosa.
A instalação da fábrica em solo carioca não se deu apenas pelos incentivos fiscais do estado - tributação reduzida de 2% na alíquota de ICMS -, mas também por razões logísticas. O Rio de Janeiro é uma das apostas da Kasinski para vender bicicletas elétricas. "O produto é muito requerido em cidades litorâneas e com relevo mais plano", afirmou o executivo.
Pelas estimativas de Rosa, o mercado de bicicletas elétricas tem potencial para representar 10% das vendas de bicicletas no país, que atualmente chegam a 6 milhões.
O preço dos produtos varia de acordo com a versão. Os clientes pagam R$ 2.290 pelo modelo inicial, com bateria de chumbo, R$ 2.990 pelo veículo com bateria de lítio e R$ 3.590 pelo produto na versão esportiva.
"Muitas pessoas questionam o valor e perguntam se não vale a pena comprar uma moto, eu sempre lembro que com as bicicletas não se gasta dinheiro com combustível, nem com o IPVA", disse o executivo.
Para facilitar as vendas, o produto pode ser encontrado em cerca de mil pontos no país, entre concessionárias da marca, bicicletarias e magazines como Ponto Frio, Lojas Americanas e Magazine Luiza.
Projeções
Mesmo com a expectativa de queda entre 10% e 15% nas vendas de motocicletas em 2012, a Kasinski prevê estabilidade nos negócios.
No primeiro semestre, a marca vendeu 23.520 unidades, montante 10,3% menor que o comercializado um ano antes. "Fomos a empresa com menos perdas e acreditamos na recuperação", garantiu Rosa.
O otimismo da companhia é comprovado pela nova fábrica em Manaus. Atualmente a empresa opera em dois prédios locados que somam 15 mil metros quadrados e em 2014 passará a operar em uma unidade própria com 45 mil metros quadrados.
O investimento faz parte da carteira de US$ 80 milhões de projetos previstos para o Brasil desde que o grupo chinês Zongshen comprou a Kasinski em agosto de 2009.

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