terça-feira, 13 de março de 2012

IPI faz chineses perderem até 56,8% das vendas

Carsale comparou a média mensal de licenciamento de 2011 com a média mensal dos dois primeiros meses de 2012 e constatou uma forte queda de participação das marcas asiáticas no mercado


Carsale - O aumento do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), que em setembro do ano passado subiu 30 pontos percentuais para os carros importados fora da região do Uruguai, Argentina e México, representou um forte golpe para as marcas de automóveis chinesas, que vinham crescendo e ampliando suas redes no mercado brasileiro e, de repente, viram suas vendas despencarem em até 56,8%.

A JAC, até então líder entre os modelos chineses no país, foi a mais afetada. Seus dois carros-chefes de vendas, o hatch e sedã J3, foram os que mais sofreram os impactos das mudanças de regras pela intervenção do governo federal no mercado automotivo.



Comparando a média mensal de 2011 (meses cheios, a partir da data de lançamento dos modelos) com a média dos dois primeiros meses de 2012, o Carsale constatou uma queda entre 45,7% e 45,8% (ver tabela) nas vendas desses carros. A minivan J6 foi a que mais perdeu participação na JAC, caindo 54,2% em relação ao ano passado.

Outra marca a acusar o baque foi a Chery. Com exceção do pequeno Face, que praticamente não sentiu o impacto da retração (- 1,6%), os demais modelos da linha, como Cielo hatch e o utilitário esportivo Tiggo, viram suas vendas diminuírem entre 44,1% e 41,6%, respectivamente.

Apesar de manter um volume de vendas baixo no mercado, o hatch Effa M100 foi o que mais perdeu participação no confronto dos dois períodos: - 56,8%. No extremo oposto, o hatch Lifan 320, montado no Uruguai e livre do IPI extra, foi o que menos perdeu, registrando uma variação de apenas - 1,2%.

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