terça-feira, 26 de julho de 2011

Economia puxa indústria de pesados

Refletindo o bom momento econômico, a indústria renova a aposta no potencial de crescimento contínuo das vendas de caminhões e ônibus no Brasil nos próximos anos.
Entre os principais motivos para o otimismo dos fabricantes estão as grandes obras de infraestrutura envolvendo Copa do Mundo e Olimpíadas, renovação de frota – no mundo a média de uso é de nove anos contra os atuais 18 anos no Brasil -, além da introdução do Euro 5, que a partir de 2012 exige motores mais complexos tecnologicamente.
Levando em conta todas essas variáveis, Roberto Cortes, presidente da MAN Latin America, empresa que comprou a Volkswagen Caminhões e Ônibus, anunciou ampliação da fábrica em Resende (RJ), renovação e expansão da linha de produtos.
A montadora está aplicando R$ 300 milhões para ampliar a ala de fornecedores e aumentar em 400 mil metros quadros o pátio de estacionamento dos veículos produzidos. Com isso, se prepara nova fase de expansão em produção e comercialização.
“Nossa previsão é aumentar as vendas entre 5% e 10% nos próximos anos”, afirmou Cortes, que apresentou em São Paulo a nova linha de chassi de ônibus da MAN. Mais equipados, os veículos já chegam com a tecnologia para atender o Euro 5 – norma que deixa ônibus e caminhões mais eficientes no consumo de diesel e na emissão de poluentes.
Além da ampliação da fábrica no Estado do Rio de Janeiro, a MAN também anunciou acordo para produzir motores da marca em parceria com a MWM, empresa especializada na fabricação de propulsores a diesel.
“Pela primeira vez em sua história de 256 anos, a MAN transfere tecnologia para que um parceiro fabrique motores fora da matriz na Alemanha”, afirmou Cortes. “Nossa meta é atingir a produção de 45 mil motores no ano que vem com a MWM.”
Nos últimos dois anos, a MAN Latin America ampliou em 45% o quadro de empregos, chegando aos atuais 7.000 colaboradores. Em três turnos, produz diariamente 350 veículos. Com cerca de 32% das vendas, a MAN é líder em caminhões e vice-líder em chassi de ônibus, com 30% do mercado.
Estimulada pelo aumento das vendas, a Mercedes-Benz também anunciou a contratação de 950 empregos para aumentar a unidade de São Bernardo, além de transferir parte da produção de caminhões para a fábrica em Juiz de Fora (MG), onde fazia carros.
A confiança no Brasil também levou a Volvo a escolher Curitiba para produzir chassi de ônibus híbridos,- movidos a eletricidade e a diesel. A decisão foi anunciada pelo presidente mundial da Volvo Bus, Hakan Karlsson. O produto escolhido é chassi padrão, na configuração 4×2 eixos.
“Esta tecnologia tem duas vantagens principais: mais economia de combustível e grande redução no impacto ambiental”, destacou Luis Carlos Pimenta, presidente da Volvo Bus Latin America.
O sistema híbrido proporciona quedano consumo de combustível de até 35%. Já a diminuição de poluentes que saem do escape pode variar de 80% a 90%, na comparação com motores a diesel convencionais.

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