sexta-feira, 27 de maio de 2011

Brasileiros fazem fila em São Paulo para comprar nova versão do iPad

À meia-noite de sexta-feira (27) em São Paulo, mais de cem pessoas fazem fila para comprar computador. O tablet é a nova mania nacional, mas os preços ainda estão salgados, apesar das promessas do governo de que os impostos vão cair.

Mas, como a tecnologia muda com cada vez mais velocidade, ter o último lançamento acaba virando um desejo e uma necessidade. Tem sido assim nos Estados Unidos e na Europa. A mesma febre foi registrada em São Paulo. A expectativa é que, em 2012, o mercado brasileiro passe a ter finalmente os tablets montados no Brasil.
Quase 12h, eles estão na fila. É o preço para conseguir uma novidade eletrônica antes de todo mundo. À meia-noite desta sexta-feira (27), a Apple começou a vender no Brasil a segunda versão do iPad. Nos Estados Unidos, ele já é vendido desde março.
Em São Paulo, o estudante Pedro Wilson foi o primeiro a comprar. “Foi tudo tranquilo, deu tudo certo. A sensação é de muita realização”, comemorou.

Além do modelo que acaba de chegar ao mercado brasileiro, o consumidor tem acesso a três outras marcas de tablets, que são vendidas em grandes lojas. Os preços ainda são salgados, acima de R$ 1,4 mil, mas devem cair quando eles começarem a ser montados no Brasil.
Uma medida provisória publicada esta semana acaba com a cobrança de PIS e de Cofins para a produção dos tablets no Brasil. O governo também vai diminuir o IPI de 15% para 3%. A redução de impostos, segundo o Ministério de Ciência e Tecnologia, deverá ter um impacto de, pelo menos, 36% no preço final dos produtos. Luciano Crippa, gerente de pesquisas da IDC Brasil, acredita que os preços não vão cair tanto assim.
“Se por um lado, o governo está reduzindo os impostos em 36%, por outro lado o fabricante terá de arcar com custos que antes não estavam atrelados ao produto dele. Por exemplo, custo de produção local, em que você precisa montar uma fabrica ou mesmo contratar funcionários para essa fábrica que já tem no mercado brasileiro. Falar de uma redução de preço final para o consumidor de 10% a 15% é algo mais factível”, opina Luciano Crippa.
A redução dos preços ainda deve levar alguns meses para chegar às lojas. Embora 12 empresas tenham interesse em montar os tablets no Brasil, o processo não é imediato. Por isso, o consumidor que quiser comprar um tablet por enquanto vai ter de desembolsar uma boa quantia de dinheiro.
Em 2010, cerca de cem mil brasileiros compraram tablets em lojas no Brasil ou trouxeram do exterior, segundo a consultoria IDC. A estimativa para este ano era que mais 300 mil brasileiros comprassem tablets, mas as vendas e a disposição dos brasileiros em gastar com o aparelho surpreenderam os analistas, que já subiram a previsão para 400 mil tablets.
A Apple saiu na frente, e o iPad 2, que começa a ser vendido pelo Brasil, é mais leve e mais fino que o original e com duas câmeras. A empresa é campeã de vendas, mas começa a sentir o sopro da concorrência. No Brasil, compete com o Galaxy, da Samsung; o Xoom, da Motorola; e o Mypad, fabricado pela STI. “É muito útil. Tem livro, por exemplo, as pessoas já estão acostumando”, comenta o arquiteto William dos Santos.
Com um tablet na mão há mais de um ano, a bióloga Lye Otani passou a economizar papel e não carrega mais tanto peso. “Eu tenho de ler muito artigo cientifico, e o tablet me possibilita baixar todos os meus artigos nele, fazer a edição e marcar o texto sem eu precisar imprimir e ficar com aquela pilha de papel na mão”, destaca.

Nenhum comentário:

Postar um comentário