quarta-feira, 6 de abril de 2011

Kia: as novidades para o mercado brasileiro

Em coletiva de imprensa realizada nesta semana, o presidente da Kia Motors do Brasil, José Luiz Gandini, informou que a marca espera crescer 91% neste ano no Brasil, ultrapassando a marca de 100.000 unidades vendidas, quase o dobro dos 54.445 veículos emplacados em 2010.


“A crise em alguns países árabes, e a consequente queda nas vendas, permitiram à matriz na Coreia do Sul abrir espaço nas linhas de produção para os carros destinados ao Brasil. Sendo assim, nosso país passa a ser uma peça importante para que a marca escoe a produção e não deixe de vender”, mencionou o executivo brasileiro. “Somente na comparação entre o primeiro semestre deste ano com o mesmo período de 2010, já registramos um crescimento de 56%”, acrescenta Gandini.

Com essas mudanças na linha de produção sul-coreana, a marca saltará, por exemplo, de 150 unidades por mês recebidas do Sportage para um volume de 1.200 unidades/mês. Outro beneficiado será o sedã grande Cadenza, que atualmente tem o número de vendas limitado devido à quantidade limitada de carros que aportam por aqui.

No campo dos produtos, Gandini confirmou que a nova geração do Picanto será lançada no Brasil no segundo semestre, entre os meses de agosto e setembro, e contará com motor 1.0 tricilíndrico flex que entregará até 86 cv com etanol. O compacto, segundo Ary Jorge, diretor de vendas da Kia Motors do Brasil, deverá ter um pequeno aumento de preço, mas ele se manterá posicionado na faixa de mercado na qual já atua. O Picanto atual é vendido por R$ 33.900 com câmbio mecânico e R$ 38.900 com transmissão automática.

Pouco tempo depois do novo Picanto será a vez do sucessor do Magentis, o Optima, desembarcar por aqui em outubro com propulsor 2.4. Na linha Cerato, a versão cupê chegará às lojas da Kia, que pretende encerrar este ano com 180 concessionárias, em maio. Já a aguardada carroceria hatch começará a ser ofertada por aqui somente no segundo semestre devido a um ajuste da produção. “Como o modelo está com procura elevada nos mercado onde estreou, a Coreia não conseguiria nos destinar muitas unidades agora a não ser que sacrificássemos parte do volume do sedã e, como ele está com vendas em alta, decidimos esperar um pouco mais para lançar o Cerato hatch aqui”, disse Gandini.

Uma notícia ruim, por sua vez, é que modelos como o monovolume Venga e o Rio estão descartados para o Brasil. "O problema do Venga é que, como ele é produzido na Europa, seu custo no Brasil seria elevado demais, já o Rio teria preço muito próximo ao do Cerato hatch e isso não seria interessante, pois canibalizaria nossa linha", antecipa Ary Jorge. 

Já para o início de 2012 a Kia programou a estreia do Sportage bicombustível em nosso mercado, o qual manterá o motor 2.0. Ele se juntará ao Soul flex, já à venda a partir de R$ 52.900, e ao Cerato 1.6 flex, com previsão de lançamento para o segundo semestre de 2012. Questionado se o segmento dos SUVs acima de R$ 80.000 pede por modelos capazes de rodar com etanol ou gasolina, José Luiz Gandini explica que “se o consumidor tem a escolha do flex, ele acaba optando por ela, já que ele auxilia até mesmo na revenda. Hoje em dia, no Brasil, os carros com motor até 2.0 precisam da tecnologia. Acima disso não é um item tão fundamental”. Neste mês, na Coreia do Sul, a Kia comemorou em seu país-sede o 10.000.000 veículo exportado.

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