terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Celta e Prisma, já no modelo 2012, mudam pouco e esperam a aposentadoria

A General Motors apresenta nesta segunda-feira (31) a linha 2012 (isso mesmo, a do ano que vem) do Celta e do Prisma. Os dois carros de entrada da Chevrolet nas carrocerias hatch e sedã sofreram mudanças quase imperceptíveis no visual externo e uma reforma um pouco mais profunda no interior. Também mudaram os nomes das versões, agora adequados ao novo padrão global da GM.

Seguem os preços básicos da gama:


Celta LS (duas portas) - R$ 26.115
Celta LS (quatro portas) - R$ 27.833
Celta LT (quatro portas) - R$ 29.364
Prisma LS 1.0 - R$ 31.344
Prisma LT 1.4 - R$ 32.150


O Celta sempre usa o motor bicombustível 1.0 VHCE de 78 cavalos (com etanol), assim como o Prisma LS. Já a versão LT do sedãzinho traz o propulsor bicombustível Econoflex 1.4, capaz de entregar 97 cv (etanol). Contando as configurações básicas, que têm os preços listados acima, Celta e Prisma 2012 possuem ao todo 20 pacotes de conteúdo, podendo chegar aos preços de R$ 32.784 (Celta LT) e R$ 36.958 (Prisma LT 1.4).
De acordo com a GM, as modificações externas do Celta incluem nova grade frontal, com barra horizontal na cor da carroceria e a gravatinha dourada da Chevrolet ao centro, seguindo o novo padrão mundial da marca; faróis e lanternas escurecidos; e novo desenho das calotas. A traseira não mudou, à exceção do logotipo da marca bem ao centro da tampa do porta-malas. Por dentro, o carrinho ganhou volante, bancos e instrumentos com novo desenho, além de tecidos inéditos. A iluminação do painel passa a ser no tom Ice Blue (nada a ver com o rapper dos Racionais MC's), presente em carros de naipe superior na gama da Chevrolet, como o sedã grande Malibu.

No Prisma, sobressai a barra cromada na traseira, unindo as duas luzes de ré e dando um ar de "Vectrinha" ao sedã pequeno. A dianteira também ganhou a grade global da Chevrolet -- nessa parte, o Prisma ficou com jeito de "Malibuzinho". Os dois modelos ganharam porta-trecos maiores e/ou em maior número. O pós-venda da marca oferece grande variedade de acessórios, vários deles destinados a "tunar" o visual (como saias laterais).

PRENÚNCIO
Essas pequenas mudanças nos dois modelos devem ser as últimas de uma história que começou em 2000 com o lançamento do Celta, fruto do projeto Arara Azul, desenvolvido no Brasil. O Prisma, derivado do hatch, surgiu em 2006.

Um sinal disso é que ambos continuam sem oferecer airbags e ABS (antitravamento) nos freios, itens que em 2014 serão obrigatórios em 100% dos carros fabricados no Brasil. Ainda bons de venda (e melhores ainda de revenda), Celta e Prisma devem dar lugar, daqui a três anos, a compactos mais modernos e completos, derivados de modelos globais -- como o Spark, com DNA da sul-coreana (e recém-extinta como marca autônoma) Daewoo e já vendido em alguns países da América Latina.

Trata-se de uma estratégia de produto para combater as fabricantes chinesas e também as novidades em modelos pequenos que rivais como Volkswagen e Fiat  já esboçam para os próximos anos -- o VW Lupo, que ficará abaixo do Gol, e o chamado City Car da marca italiana, ainda sem nome definido e a ser produzido na nova fábrica de Pernambuco.   

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