terça-feira, 1 de março de 2011

Petrobras vê especulação e descarta aumentar preço da gasolina

A Petrobras descarta, por ora, fazer ajuste nos preços da gasolina e do óleo diesel. A companhia considera que ainda não há necessidade de fazer repasse, para o mercado interno, das variações na cotação do barril de petróleo no mercado internacional.
O diretor Financeiro e de Relações com Investidores da estatal, Almir Barbassa, disse nesta terça-feira que há um movimento especulativo agindo sobre o preço do barril, que vem subindo influenciado pela tensão política nos países árabes. Para o executivo, a tendência é que, no médio prazo, haja um arrefecimento na cotação.
"Há um impacto da especulação em cima dos acontecimentos. Isso acaba potencializando a situação do preço. Por isso, não há nada que justifique a tradução dessas variações para o mercado doméstico", afirmou Barbassa, em conferência com analistas de mercado, na qual expôs os resultados da Petrobras em 2010.
Na segunda-feira, o ministro Edison Lobão (Minas e Energia) admitira a possibilidade de se estudar um ajuste nos preços dos combustíveis, caso o preço do barril petróleo suba ainda mais no mercado.
PRODUÇÃO MENOR
A Petrobras espera uma redução na produção de petróleo e gás no Brasil nos meses de fevereiro e março.
O gerente-geral de Estratégia e Gestão de Portfólio do E&P, Hugo Repsold, explicou que a petrolífera decidiu concentrar as paradas programadas de plataformas no início do ano, por causa da menor demanda por gás nessa época, já que a maior parte das usinas termelétricas movidas por esse combustível está desligada.
"É o momento de parar e arrumar a casa. Mas em abril, esperamos recuperar a produção, e voltar ao patamar de dezembro", comentou.

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